O motorista idoso

Certamente, o carro é o principal meio de transporte para o idoso. Seja como o próprio motorista, seja como passageiro. A facilidade, independência e liberdade para ir onde escolher, faz do carro um dos melhores vínculos para a interação do idoso com a sua comunidade. Principalmente, nos idosos mais longevos, depois dos 80-85 anos, entre a família e os profissionais de saúde há um grande debate sobre até quando se tem condições de dirigir com segurança um automóvel. Com o envelhecimento da população brasileira, estão, a cada ano, surgindo mais idosos motoristas, acima de 80 anos, o que causa certa apreensão aos órgãos públicos ligados a área, aos geriatras e gerontólogos e às famílias destes idosos.

Todos os anos, em todo o mundo, morrem 1.2 milhão de pessoas por causa da violência no trânsito. Pelo menos, 40 milhões ficam feridos. O Brasil é um dos campeões destas estatísticas, com 37 mil mortes no ano de 2007! A terceira idade está entre as faixas etárias mais acometidas por estes números. E é neste contexto, que fica incluído o motorista idoso. Quando há um acidente de trânsito mais grave, o idoso é sempre uma das maiores vítimas, as que sofrem as piores lesões.
Algumas medidas funcionais devem ser avaliadas pelos profissionais de saúde, incluído o geriatra, para saber das condições do idoso, enquanto motorista. Veja os itens abaixo:
• A visão do idoso
• A audição do idoso
• O tempo de reação que se tem, quando fatos inesperados ocorrem no trênsito
• A atenção do idoso no trânsito
• A capacidade de julgar determinadas situações no trânsito
• A flexibilidade das articulações e a força muscular do idoso
• As habilidades de percepção do espaço onde trafega do idoso (conseguem ter uma boa visão do carro e da rua, evitam passar raspando em outros automóveis e locais de estacionamento, por exemplo)
Os profissionais de saúde, principalmente o geriatra e o médico de trânsito, têm a obrigação de consultar os idosos motoristas que o procuram e avaliar suas condições de dirigir com segurança um carro. Devem averiguar o modelo de carro e sua facilidade de dirigir; devem ver que tipos de trajetos são feitos cotidianamente, observando a facilidade de dirigir em vias públicas; mostrar aos idosos a imprudência de usar telefones celulares; não beber antes de dirigir e respeitar os limites de velocidade impostos nas ruas e rodovias.
Um dado preocupante é o idoso que faz uso de medicamentos que prejudicam sua capacidade de dirigir. Muitas vezes, este dado passa despercebido pelos examinadores. É fato que boa parte dos idosos usam de 4 a 6 medicamentos, todos os dias. Uma boa parte destes idosos que usam medicamentos, tomam alguns que podem atrapalhar sua capacidade de atenção e habilidade para a condução de um carro. Só para citar alguns medicamentos, temos os benzodiazepínicos (bromazepam, diazepam, clonazepam, cloxazolam), os hipnóticos (remédios para dormir: flunitrazepan, zolpidem), os antidepressivos (sertralina, citalopram, paroxetina, mirtazapina) e os antialérgicos (loratadina, prometazina).
Algumas doenças podem atrapalhar o idoso a dirigir com segurança, podendo colocar em risco a própria vida e a de outras pessoas. Uma destas doenças é a doença de Alzheimer. Aparentemente o idoso não apresenta nenhuma desvantagem do ponto de vista físico, com boa saúde, porém já mostra sinais de confusão mental, de desorientação espacial (se perde no trânsito) e de redução dos reflexos para as mais variadas situações inesperadas. Outras doenças que podem prejudicar o motorista idoso são as doenças visuais (glaucoma e doenças da retina), as doenças auditivas, as sequelas de AVC, as artrites mais severas, os idosos que têm risco elevado para infarto do miocárdio e os portadores de apnéia do sono.
Cabem ao examinador perito de trânsito e ao geriatra uma sensibilidade maior de mostrar, com todo o cuidado, ao motorista idoso a sua falta de condições de dirigir um carro com segurança. Deverão também saber que facilmente haverá resistência por parte do motorista idoso, pois é comum achar que as dificuldades maiores estão sempre com os outros motoristas. Eles não… Eles dirigem muito bem! Isto é muito comum com o motorista que está começando a apresentar os primeiros sinais da doença de Alzheimer. Não tem noção da própria doença e não vêem dificuldade em dirigir.
Ações preventivas como não renovar sua carteira de habilitação, esconder as chaves do carro e retirar certas peças do carro que atrapalham a partida do motor podem ser úteis para não deixar que o motorista idoso, sem condições de dirigir, possa pegar no volante de seu carro. Segurança no trânsito é fundamental!

Quem gosta de cama é colchão!

A primeira providência que muitos de nós tomamos, quando estamos cansados e doentes é procurar uma cama para deitar. Realmente, o descanso e o sono são grandes remédios e reparam nossas forças e energias, na busca de uma melhor convalescência. Como diziam os antigos: “Nada melhor para curar uma gripe do que vitamina C e cama!”

Num processo de envelhecimento mais patológico, o idoso apresenta algumas doenças sérias, onde a dificuldade de andar e o desequilíbrio podem estar presentes, levando a família e os cuidadores a deixá-lo na cama, por um período muito grande do dia. “Coitadinho, ele está tão fraquinho!”, “…o doutor recomendou repouso, portanto CAMA!”

Existe na geriatria e na gerontologia uma grande preocupação em reabilitar estes idosos mais debilitados, seja por fraturas de colo de fêmur, sejam pelas fases mais avançadas de Parkinson e Alzheimer, seja por uma isquemia cerebral séria, enfim qualquer doença que incapacite severamente o idoso.

Todo gerontólogo sabe dos gigantes da geriatria, ou seja, as cinco condições que são uma verdadeira praga na vida daquele idoso mais dependente. São em número de 05:

  1. Imobilidade
  2. Instabilidade postural, que leva às quedas
  3. Incontinências
  4. Iatrogenia
  5. Insuficiência cerebral, que leva à demência

Todas estas cinco condições ou síndromes, coincidentemente, começam pela letra i. Aos poucos, em nossos blogs irei falando de cada uma delas. Hoje, nosso assunto é tirar o idoso da cama. E fazer isto é lutar contra a SÍNDROME DA IMOBILIDADE. Deixar um idoso dependente acamado na maior parte dia, é deixar que alguns problemas sérios e incapacitantes ocorram. São eles:

  • escaras ou úlceras de pressão e decúbito (aqueles ferimentos na região glútea e nas coxas).
  • prisão de ventre severa.
  • incontinência urinária.
  • se levanta sozinho, o idoso pode cair com mais facilidade, quebrando a perna… ficando mais imobilizado…
  • o idoso fica mais confuso, mais depressivo, a memória falha mais…
  • normalmente, o idoso que fica acamado toma muito mais medicamentos.
  • maior tendência à infecções urinárias e à pneumonias.

Falo sempre com meus familiares e cuidadores: “QUEM GOSTA DE CAMA É COLCHÃO!” ou “NÃO QUERO QUE MEUS IDOSOS SEJAM BONS DE CAMA!” Esta retirada paulatina do idoso imobilizado no leito é feita através de reabilitação. E REABILITAÇÃO se faz, na medida do possível, com uma equipe multidisciplinar. O geriatra orientando em relação às doenças e seus tratamentos, o fisioterapeuta reabilitando e retirando este idoso da cama, a enfermagem cuidando e ensinando a cuidar, a nutrição orientando uma dieta balanceada. É assim que se faz, é assim que reabilitamos e tiramos nosso idoso da cama. Sua qualidade de vida irá melhorar muito!

O medo dos idosos de cair

A queda é um evento frequente e limitante nos idosos sendo que cerca de 31% (Perracini et al.,2002) desta população já vivenciou ao menos uma queda. Porém, além das conseqüências físicas como a restrição da mobilidade e das atividades de vida diária, o trauma psicológico de ter sofrido uma queda acompanha cerca de 30% dos idosos que já caíram alguma vez.

O medo de cair costuma ser descrito como um sentimento de grande inquietação diante de um perigo real, aparente ou imaginário de quedas. Alguns estudos têm suportado a hipótese de que o medo em cair tem relação com a falta de autoconfiança em superar situações desafiadoras. Deste modo, os idosos acabam focando-se muito mais em suas limitações e nos obstáculos do que nas estratégias adequadas para superá-los.

Acredita-se que pessoas que resistem às situações ameaçadoras, fugindo delas, talvez impeçam o desenvolvimento de habilidades capazes de superar tais limitações, resultando em uma base para construção do medo (Lopes, 2009).

Assim como a queda pode levar ao medo de cair, o caminho inverso também pode ser traçado de modo que o aumento da fragilidade, declínio da funcionalidade, depressão, falta de equilíbrio, também podem levar ao medo de cair, muitas vezes sem nem terem vivido a experiência de uma primeira queda.

Em resumo, acredita-se que um ambiente não só desafiador mas também criador de oportunidades para elaboração de estratégias adequadas também podem colaborar na prática clínica e no dia-a-dia visando minimizar o risco de limitações físicas e sociais criados pelo medo em cair.

Mais sobre supercentenários

No início de janeiro do ano passado (2009), escrevemos um texto falando sobre a pessoa mais velha do mundo, que naquela época era a americana Gertrudes Baines, com 115 anos. Foi um texto que chamou muita atenção e interesse.

Pois bem, neste mes ficamos sabendo pela mídia que a pessoa mais velha do mundo atualmente é uma ex-freira francesa chamada Eugenie Blanchard (sua foto está neste post) , que está contando 114 anos. Ela herdou este título após o falecimento da japonesa Kama Chinen, que tinha 115 anos!

Existe um grupo de gerontologia – Gerontology Research Group – que faz a auditoria e o acompanhamento de pessoas centenárias e dos supercentenários. Este grupo definiu os supercentenários como pessoas que já passaram dos 110 anos. Atualmente, em todo o mundo, existem 75 pessoas supercentenárias. Uma dos fatos que mais causam espanto é a discrepância entre o números de homens e mulheres supercentenários: 72 MULHERES e somente 03 HOMENS! Outra constatação: neste grupo existem 23 japoneses supercentenários!

Ainda segundo o Gerontology Research Group, com confirmação oficial de dados sobre nascimento e morte, desde o início de seus trabalhos, a pessoa com a idade mais avançada foi a senhora Jean Calment, francesa, que viveu até 122 anos!

Lembro-me que, naquela ocasião, quando escrevi sobre os supercentenários, fizemos uma reflexão que mantém-se bastante pertinente. Fica o recado final:

Mesmo sendo a maioria da população idosa completamente independente, sabemos que quanto maior for a idade, maior a chance de tornar-se depente da família ou de cuidadores, seja por incapacidades ou por doenças. Não tenham dúvidas de que se hoje ainda são raros pessoas centenárias, daqui há 30-40 anos muitos de nós que estamos lendo este post, chegaremos lá. Sim, teremos mais de cem anos! E, é claro, vem a pergunta: QUEM VAI CUIDAR DE NÓS?

Lendo a história de cada uma destas idosas supercentenárias, observamos que a longevidade passa por hábitos saudáveis, uma história familiar de longevos e quase nenhuma preocupação em querer viver muito ou pouco. Simplesmente viver. A sabedoria da vida consiste em viver um dia após o outro, ter resiliência perantes as intempéries e uma espiritualidade que possa agredecer as boas coisas da vida e paciência para suportar as perdas e as tragédias.

Acho ainda muito acanhadas todas as reflexões e as ações, visando o futuro, em relação ao envelhecimento da população brasileira e do aumento populacional dos muito idosos e dos centenários. Políticas públicas são ínfimas, a economia passa ao largo e mesmo a população brasileira parece não estar conscientizada sobre o seu próprio futuro.”

A filha do Alzheimer

A senhora Silva sempre foi uma pessoa dinâmica, resolvia sua vida sozinha, sem dar satisfações. Ao ir ao centro da cidade fazer compras como de costume, não soube como voltar para casa. Esse fato ocorreu duas vezes. Ao lembrar do ocorrido, comentou com sua vizinha e pediu a mesma para não falar com sua filha. Mas a vizinha achou grave a situação e contou. Sua filha, então, ligou para sua tia do Rio de Janeiro e a mesma veio a cidade, pronta para levar sua irmã ao neurologista. Foram ao médico a Senhora Silva, sua irmã e sua filha mais velha. Regressando da consulta, a filha mais nova então perguntou a tia como fora a consulta e a mesma começou a chorar, dizendo: “Sua mãe perderá sua identidade.” A partir daquele dia, eu passei a ser não a filha da Senhora Silva, mas a filha do Alzheimer.

A reação de minha familia, em relação a doença da minha mãe, foi indeferente, ninguém perguntou como seria a evolução da doença e o que era Alzheimer. Quem seria responsavel legalmente por ela ou se alguém iria ajudar financeiramente. Eu automaticamente fiz tudo, contratei um advogado para ter a tutela e ser responsável legalmente sobre ela.

Ficamos um ano com o neurologista. Como não estávamos acertando muito, uma amiga me indicou o seu médico, que é geriatra, e minha mãe passou a ser a sua paciente. Ele me explicou sobre a doença de Alzheimer. Me deu livros, panfletos e me falou sobre a ABRAz – Associação Brasileira de Alzheimer. No começo, foi muito assustador, mudei com minha mãe para outro bairro. Onde eu tinha uma casa alugada e começou todo o processo da doença.Era só eu e meu marido para olhá-la. Nós dois não tinhamos vida própria. Tudo que tinhamos que resolver, na cidade, na parte da manhã, era com ele; na parte da tarde, era eu, pois era importante ter sempre um na casa por conta da minha mãe.

Eu não tinha ajudante, porque o dinheiro não dava para pagar. Os filhos homens não a visitaram, os netos não visitaram e nem telefonaram, ninguém sabia como ela estava, se estava sendo bem tratada ou não.O meu marido passou a dormir no quarto com minha mãe. Para vigiá-la e para virá-la de madrugada na cama, para não dar feridas no corpo. Eu dormia sozinha no nosso quarto, porque no outro dia, além dos cuidados com ela, eu tinha que lavar, passar, cozinhar.

Meu marido deu para minha mãe o amor que faltou nos filhos. Agora vôces podem estar perguntando: ela foi uma mãe ruim? Ela maltratou os filhos? Não, ela ajudou muito, principalmente os filhos homens. E como ajudou! Quando ela mais precisou da presença deles, eles viraram as costas. Vocês conhecem a lei do retorno: coitados, já estão pagando sem saber!

As dúvidas de todos nós

Recebi de uma internauta , a Sra. Goretti Perrucho, um comentário a respeito do meu último artigo publicado sob o título “Na cama com Alzheimer” que achei muito interessante quanto ao interesse que demonstrou sobre as empresas de ‘home care’. Enquanto redigia uma resposta, pensei em publicar as informações que tenho adquirido como usuária desses serviços, uma vez que podem ser úteis para outros internautas.

Olá Goretti!
Obrigada por sua visita ao site e pelas palavras carinhosas sobre o artigo que escrevi.

O objetivo é esse mesmo: trocar informações, buscar respostas, falar de nossas experiências e assim encontrar novas maneiras de ajudar nossos entes queridos a ter mais conforto nessa árdua batalha de nossa luta diária.

Não sei lhe dizer se nessa sua linda cidade de Itabuna-BA, existe empresas de ‘home-care’. Aqui em Salvador, nos últimos sete anos elas têm proliferado. Conforme citei no artigo, a primeira vez que ouvi falar sobre este tipo de serviço foi no ano de 2003. Papai, após dois meses de internamento por complicações respiratórias, estava recebendo alta do hospital. O médico responsável por ele me disse que faria um relatório dirigido ao Plano de Saúde atestando a necessidade de que ele fosse assistido em domicílio por uma dessas empresas; ou seja, o serviço social do hospital encaminharia para o setor de assistência social do Plano, a proposta de internamento domiciliar conforme laudo médico. Não conseguimos aprovação e, como sempre digo brincando para os médicos, meu querido e saudoso pai teve que se contentar com a “home-Gal”: eu mesma.

Em junho do ano passado, enquanto mamãe estava na UTI, voltei a ouvir sobre esse tipo de serviço ao conversar com familiares de outras pessoas também ali internadas. Soube então que há várias empresas formadas por médicos, enfermeiros, equipadas com ambulâncias/UTI prestando este tipo de serviço domiciliar até mesmo por contrato particular. É também fato que nem todos os Planos aprovam bancar esses serviços, mas há muitas famílias que, ao ter o pedido negado, buscam a Promotoria Pública e obtêm liminares favoráveis à concessão dos serviços, principalmente em respeito à Lei que regulamenta o Estatuto do Idoso. Conheci uma família cujo idoso em completa dependência e acamado por questões cardíacas, havia dois anos estava sendo beneficiada por uma dessas liminares.

Bem Goretti, a primeira coisa que vocês precisam fazer é verificar se aí na sua cidade há empresas desse tipo. Creio que o médico de sua mãe pode lhe informar sobre isso. Caso haja, é preciso que o médico responsável ou o hospital em que esteja internada encaminhe ao Plano de Saúde da sua mãe, um relatório sobre as condições clínicas dela atestando a necessidade de atendimento especializado em domicílio. Caso o Plano aceite financiar o internamento domiciliar, ele mesmo envia um médico auditor para uma avaliação e faz uma cotação de preços entre as empresas disponíveis no mercado local, fechando contrato com aquela que for escolhida.

Importante saber que o Plano de Saúde contratará a empresa de home care para fornecer o tratamento de acordo com o relatório apresentado pelo médico que especifica as necessidades reais do paciente. Dessa forma, pode ser que determinado paciente só precise de enfermeiros especializados em curativos para lesões graves, ou que precise de 2 a 3 sessões diárias de fisioterapia e assim por diante. Como vê, é muito importante que ela esteja sendo acompanhada por um médico para orientar as modalidades do tratamento e esclarecer suas dúvidas.

Sei que nem sempre encontramos os recursos terapêuticos necessários para o conforto e alívio do sofrimento causado pela doença e é aí que precisamos também usar a nossa criatividade. Eu, por exemplo, compro em camelô sutiãs de silicone e faço rolinhos para mamãe segurar protegendo dessa forma as palmas das mãos, evitando assim que a forte pressão dos dedos provoque ferimentos. Tais rolinhos podem também ser confeccionados com espuma dos colchões casca de ovo envolvidos por uma meia comum de algodão. Utilizo também o sutiã de silicone para proteger os calcanhares que geralmente sofrem com o atrito na cama correndo o risco de abrir feridas. Até aqui tem dado certo e tanto enfermeiros como fisioterapeutas já me disseram que levaram a idéia para outros pacientes idosos.
Por outro lado, tem sido importantíssimo prosseguir com as duas sessões diárias de fisioterapia. Sei que o tônus muscular perdido não será recuperado, que as contrações continuarão progredindo, mas os exercícios fisioterapêuticos são fundamentais para aliviar a tensão e promover uma margem maior de proteção contra inflamações indesejáveis nas articulações. No caso de pacientes acamados tanto a fisioterapia respiratória como a motora são imprescindíveis para manutenção de uma melhor qualidade de vida.

Bem, Goretti, espero ter contribuído com informações importantes. As suas dúvidas são também minhas e de todos nós que dedicamos nosso tempo para cuidar dos nossos pais, avós, tios, enfim dos nossos entes queridos. Só não tenha dúvida de uma coisa: a única forma de ajudá-los é buscando recursos, informando-se com médicos, trocando experiências e expondo nossas dificuldades.

Um grande abraço para você e todos aqueles que cuidam de seus familiares idosos. Que Deus abençoe e dê forças a todos nós em nossa luta diária. Para sua mãe envio o meu carinho e o meu beijo especial.

Tudo sobre a profissão de cuidador de idosos

Mais uma vez, voltamos a dedicar um texto integralmente à profissão de cuidador de idosos. De tudo que é lido diariamente, nas mais de 4 mil páginas acessadas do portal CUIDAR DE IDOSOS, os textos referentes à profissão de cuidador são os mais acessados, os mais lidos e os que recebem mais comentários.

Recapitulando, não existe ainda a regulamentação da profissão de cuidador de idosos. Repetindo: a profissão de cuidadores de idosos ainda não é reconhecida e ainda não está regulamentada por lei federal. Assim, não existe sindicato da classe que possa proteger e lutar pelos direitos dos cuidadores.

Espero que todos tenham entendido bem o que foi colocado acima. Pois recebemos inúmeros e-mails de pessoas solicitando orientação em relação à sindicatos e legislação para a profissão de cuidadores.

O cuidador de idoso profissional é classificado pelo Ministério do Trabalho e do Emprego como TRABALHADOR DOMÉSTICO:

“…5162 -10 Cuidador de idosos – Acompanhante de idosos, Cuidador de pessoas idosas e dependentes, Cuidador de idosos domiciliar, Cuidador de idosos institucional, Gero-sitter.

Descrição sumária: Cuidam de idosos, a partir de objetivos estabelecidos por instituições especializadas ou responsáveis diretos, zelando pelo bem–estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa assistida.”

Como vemos, o cuidador de idosos tem um trabalho dito domiciliar, não sendo empregado doméstico. Não tem como responsabilidade o cuidado da casa e sim do idoso para quem vai trabalhar. E na classificação do ministério, têm funções claras e específicas e para tal deve estar qualificado. A capacitação ainda é uma lacuna a ser preenchida pelos setores de saúde da sociedade brasileira.

Tudo que se fala em direito e deveres, em legislação trabalhista para o cuidador de idosos ainda é regido pela legislação do TRABALHADOR DOMÉSTICO. Para não deixar dúvidas sobre todas estas questões, foi lançada uma cartilha pelo Ministério do Trabalho e do Emprego, explicando sobre todas as questões relativas ao trabalhador doméstico E QUE TAMBÉM É PARA O CUIDADOR DE IDOSOS PROFISSIONAL.

Leia a cartilha com cuidado, pois ela é muito fácil de entender e de ler. Nela você encontrará tudo sobre a profissão de cuidador de idosos. enquanto não é aprovada a lei que regulamenta a profissão de cuidador de idosos.

 

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