Pois bem, neste mes ficamos sabendo pela mídia que a pessoa mais velha do mundo atualmente é uma ex-freira francesa chamada Eugenie Blanchard (sua foto está neste post) , que está contando 114 anos. Ela herdou este título após o falecimento da japonesa Kama Chinen, que tinha 115 anos!
Existe um grupo de gerontologia – Gerontology Research Group – que faz a auditoria e o acompanhamento de pessoas centenárias e dos supercentenários. Este grupo definiu os supercentenários como pessoas que já passaram dos 110 anos. Atualmente, em todo o mundo, existem 75 pessoas supercentenárias. Uma dos fatos que mais causam espanto é a discrepância entre o números de homens e mulheres supercentenários: 72 MULHERES e somente 03 HOMENS! Outra constatação: neste grupo existem 23 japoneses supercentenários!
Ainda segundo o Gerontology Research Group, com confirmação oficial de dados sobre nascimento e morte, desde o início de seus trabalhos, a pessoa com a idade mais avançada foi a senhora Jean Calment, francesa, que viveu até 122 anos!
Lembro-me que, naquela ocasião, quando escrevi sobre os supercentenários, fizemos uma reflexão que mantém-se bastante pertinente. Fica o recado final:
“Mesmo sendo a maioria da população idosa completamente independente, sabemos que quanto maior for a idade, maior a chance de tornar-se depente da família ou de cuidadores, seja por incapacidades ou por doenças. Não tenham dúvidas de que se hoje ainda são raros pessoas centenárias, daqui há 30-40 anos muitos de nós que estamos lendo este post, chegaremos lá. Sim, teremos mais de cem anos! E, é claro, vem a pergunta: QUEM VAI CUIDAR DE NÓS?
Lendo a história de cada uma destas idosas supercentenárias, observamos que a longevidade passa por hábitos saudáveis, uma história familiar de longevos e quase nenhuma preocupação em querer viver muito ou pouco. Simplesmente viver. A sabedoria da vida consiste em viver um dia após o outro, ter resiliência perantes as intempéries e uma espiritualidade que possa agredecer as boas coisas da vida e paciência para suportar as perdas e as tragédias.
Acho ainda muito acanhadas todas as reflexões e as ações, visando o futuro, em relação ao envelhecimento da população brasileira e do aumento populacional dos muito idosos e dos centenários. Políticas públicas são ínfimas, a economia passa ao largo e mesmo a população brasileira parece não estar conscientizada sobre o seu próprio futuro.”