O medo de cair costuma ser descrito como um sentimento de grande inquietação diante de um perigo real, aparente ou imaginário de quedas. Alguns estudos têm suportado a hipótese de que o medo em cair tem relação com a falta de autoconfiança em superar situações desafiadoras. Deste modo, os idosos acabam focando-se muito mais em suas limitações e nos obstáculos do que nas estratégias adequadas para superá-los.
Acredita-se que pessoas que resistem às situações ameaçadoras, fugindo delas, talvez impeçam o desenvolvimento de habilidades capazes de superar tais limitações, resultando em uma base para construção do medo (Lopes, 2009).
Assim como a queda pode levar ao medo de cair, o caminho inverso também pode ser traçado de modo que o aumento da fragilidade, declínio da funcionalidade, depressão, falta de equilíbrio, também podem levar ao medo de cair, muitas vezes sem nem terem vivido a experiência de uma primeira queda.
Em resumo, acredita-se que um ambiente não só desafiador mas também criador de oportunidades para elaboração de estratégias adequadas também podem colaborar na prática clínica e no dia-a-dia visando minimizar o risco de limitações físicas e sociais criados pelo medo em cair.